Talvez nós devêssemos brigar com a catalogação sim...
- dezembro 11, 2025
- Por Mariana Canto
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(hahaha… mal sabia eu o que estava por vir!)
| Bora Resumir, more?
| Formatos de Intercâmbio
- CAMPOS DE CONTROLE (0XX): não contém indicadores, nem subcampos.
- CAMPOS DE DADOS (X00 À 9XX): contém informações descritivas e pontos de acesso. Apresentam designação de conteúdo.
- INDICADORES: as duas primeiras posições no campo de dados variáveis, representados por um caractere numérico ou alfabeto minúsculo.
- CÓDIGO DE SUBCAMPOS: representados por 2 caracteres (numérico ou alfabético minúsculo) que distinguem informações dentro do campo precedidos pelo delimitador $.
| Modelos Conceituais
| A briga com a catalogação
IRDI é a primeira disciplina em que temos um contato mais direto com a catalogação, então tudo isso fica naturalmente debaixo desse grande guarda-chuva. É complexo porque exige que a gente entenda conceitos, fundamentos, códigos, modelos… e, ao mesmo tempo, não perca de vista o mais importante: os usuários.
Ao longo do tempo, percebemos que os instrumentos mudam (no Brasil, já adotamos o Código da Vaticana, o Código ALA, o AACR) e é justamente por isso que precisamos focar nos fundamentos. Nem sempre o novo instrumento vai seguir o mesmo padrão do anterior, e isso pode deixar tudo ainda mais confuso no início.
No fim das contas, tentar concatenar tudo isso de uma vez assusta mesmo. Mas a verdade é que grande parte desse processo só ganha sentido na prática, quando começamos a aplicar, errar, acertar e entender como cada peça se conecta.
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📚 Fontes e leituras complementares:
ALBUQUERQUE, Maria Elizabeth Baltar Carneiro de. Instrumentos de representação descritiva da informação. Brasília, DF: CAPES : UAB; Rio de Janeiro, RJ: Departamento de Biblioteconomia, FACC/UFRJ, 2018.
O que é Representação Descritiva | Naira Silveira
https://www.youtube.com/watch?v=Bj0XM42QSuk
Aquele sobre as áreas da ISBD
- novembro 10, 2025
- Por Mariana Canto
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Vamos praticar ISBD um pouquinho? 📚
Criei este formulário para me ajudar na fixação das áreas da norma ISBD. Para preenchê-lo corretamente, é importante usar os sinais de pontuação adequados: o formulário não aceita o “—”, então utilize “--” para iniciar cada nova área.
O objetivo deste exercício é treinar o entendimento do que entra em cada área, funcionando como um apoio prático para memorização e sinalização dos elementos da norma.
Ao enviar, você verá o resultado de cada área e a ficha final. A validação ainda é limitada, então é importante ficar atento aos padrões da norma. Ah, e como este é um exercício introdutório, a Área 0 ainda não foi incluída.

- O que compõe cada área;
- Os sinais utilizados;
- E os objetivos do ISBD.
IRDI — Exercícios de Fixação #01 (ISBD)
Catalogar pra quê? Entendendo a importância da representação descritiva na Biblioteconomia.
- outubro 18, 2025
- Por Mariana Canto
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Um livro muito popular sobre catalogação dentro da área da Biblioteconomia é “Não brigue com a catalogação”, da Eliane Mey. No 2º período da graduação em Biblioteconomia na UFF, temos a disciplina Instrumentos de Representação Descritiva (IRDI), lecionada pelo professor Vinícius Tolentino (UniRio) e pela tutora Patrícia Gross. Sempre que um deles citava esse livro, eu pensava:
— “Gente, por que eu brigaria com a catalogação?”
(hahaha… eu realmente não imaginava o que estava por vir!)
Toda a turma estava cheia de expectativas, já que essa é uma das matérias em que começamos a ver a Biblioteconomia mais na prática. Nela, aprendemos sobre catalogação, os objetivos do catálogo e um pouco do histórico dessa prática.
Um dos primeiros registros de catalogação vem dos Pinakes (tábuas), um catálogo elaborado por Calímaco, no século III a.C., considerado um dos primeiros instrumentos de representação da informação. Esse catálogo listava autores em ordem alfabética e trazia breves biografias sobre cada um.
Durante a Idade Média, as bibliotecas estavam ligadas às ordens religiosas. Cada mosteiro mantinha seu próprio sistema de organização. Nessa época, os códices — manuscritos escritos em blocos de madeira (daí o termo latino codex, “livro” ou “bloco de madeira”) — substituíram os antigos pergaminhos.
Do século XV ao XVIII, com o advento da imprensa, a catalogação avançou muito. Surgiram exemplos como o catálogo de Amplonius Ratink, elaborado em 1410 e 1412 em Burca, e a bibliografia de Johan Tritheim, organizada de forma cronológica.
No século XVI, o bibliógrafo Konrad Gessner produziu uma obra fundamental, e em 1595 o livreiro inglês Andrew Maunsell organizou seu catálogo com base nos sobrenomes dos autores.
A partir do século XIX, surgem os grandes nomes da catalogação moderna.
- Em 1839, Antonio Panizzi elaborou 91 regras para o British Museum, que até hoje é uma das maiores bibliotecas do mundo. (Panizzi valorizava a folha de rosto. Alguns casos a capa não contemplava todas as informações)
- Em 1850, Charles Coffin Jewett criou 33 regras de catalogação, com atenção especial a obras sob pseudônimo e autoria coletiva.
- Já em 1876, Charles Ammi Cutter publicou seu famoso livro de regras, com 369 normas e a formulação dos objetivos do catálogo. (Teórico do século XVIII que entendia que a representação tem que atender a demanda do usuário)
- Mais tarde, em 1895, Paul Otlet e Henri La Fontaine fundaram o Instituto Internacional de Bibliografia, hoje conhecido como Federação Internacional de Bibliotecas e Associações de Bibliotecários (IFLA). Foi um passo essencial para o ideal do Controle Bibliográfico Universal (CDU).
Apesar desses avanços, o Brasil nunca teve um código nacional de catalogação. Um dos primeiros a ser usado por aqui foi o Código da Vaticana, amplamente aceito à época.
O Código da Vaticana baseou-se no Código da ALA (American Library Association) de 1908. Ele é dividido em quatro partes, abordando regras para entradas e catalogação descritiva, além de regras relativas à redação de cabeçalhos de assunto e arquivamento de fichas, o que o diferenciava de outros códigos. Exerceu grande influência na biblioteconomia brasileira a partir de 1940, sendo adotado por inúmeras bibliotecas. Ele foi traduzido para o português em duas edições, publicadas em 1949 e 1962. (BARBOSA, 1979, p. 40 apud ALBUQUERQUE, 2018, p. 35)
Em 1969, o AACR (Código de Catalogação Anglo-Americano) foi editado no Brasil, e em 1978 ganhou sua segunda edição, o AACR2, que passou a ser adotado em todas as escolas de Biblioteconomia e ajudou a extinguir a diversidade de códigos de ensino.
Um catálogo cumpre bem sua função quando apresenta:
- 01. Integridade: fidelidade e honestidade na representação.
- 02. Clareza: deve ser compreensível para o usuário.
- 03. Precisão: cada informação deve responder a um dado específico.
- 04. Lógica: as informações precisam estar organizadas de forma coerente.
- 05. Consistência: a mesma solução deve ser usada para informações semelhantes.
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Aquele sobre Informação, Comunicação e Documento
- setembro 16, 2025
- Por Mariana Canto
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Informação, Comunicação e Documento
Exercícios de Fixação #01
Da informação à comunicação: fundamentos que sustentam a Biblioteconomia
- setembro 16, 2025
- Por Mariana Canto
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"A informação constitui-se em dados trabalhados, processados, os quais pretendem atingir determinado propósito. Já, a comunicação, trata do processo de transmissão da informação entre os agentes envolvidos (emissor e receptor da mensagem) [...] Ou seja, não há informação se essa não for comunicada adequadamente. Comunicar uma informação significa perceber que o destinatário da mensagem entendeu a mensagem com a mesma fidelidade que o emissor o fez." (ARAÚJO, 2018, p. 16).
Começamos a unidade revisitando a já conhecida Teoria Matemática da Comunicação — vista de forma introdutória em Tecnologias da Informação e Comunicação. Essa teoria, desenvolvida pelos matemáticos Claude Elwood Shannon e Warren Weaver, tinha como objetivo solucionar problemas de otimização no custo da transmissão de sinais.
Segundo os autores, a comunicação envolve três níveis de problemas:
01. TÉCNICOS: ligados ao transporte físico da mensagem;
02. SEMÂNTICOS: relacionados à atribuição de significados;
03. PRAGMÁTICOS: referentes à eficácia da comunicação.
Após as definições mais técnicas, os significados de informação e comunicação são aprofundados. A partir dos paradigmas de Capurro, apresentados por Araújo, o autor explica que:
“Para um dado (matéria-prima da informação) se tornar informação, ele precisa ter significado e, para isso, estar subordinado ao contexto específico de sua criação [...]” (ARAÚJO, 2018, p. 21).
Essa definição evidencia que dado, informação e conhecimento não são a mesma coisa, ainda que se complementem. O dado é apenas um registro bruto; a informação surge quando esse registro adquire sentido dentro de um contexto; o conhecimento, por sua vez, corresponde à capacidade de reter e elaborar a informação, transformando-a em compreensão. Embora apresente diferentes conceitos, Araújo decide aprofundar especialmente a perspectiva de Capurro.
Rafael Capurro reconhece a existência de três paradigmas da informação, são eles:
01. PARADIGMA FÍSICO: está associado à transmissão de sinais em um contexto comunicacional entre emissor e receptor. (bem ligado a TMI)
- foco: como a informação é transmitida.
- ideia central: comunicação é um processo técnico de envio de sinais (mensagens, dados) entre emissor e receptor.
- exemplo: quando você envia um e-mail, o paradigma físico se preocupa com a entrega da mensagem — o servidor, o sinal, a rede, se o e-mail chegou corretamente ao destinatário.
- palavra-chave: transmissão / técnico.
- foco: como o sujeito busca, processa e entende informação.
- ideia central: informação não é só transmitida, ela precisa ser interpretada e compreendida. O paradigma cognitivo trata da recuperação de informação, como usamos bibliotecas, bancos de dados e motores de busca para encontrar o que precisamos.
- exemplo: procurar um artigo científico em uma base de dados ou organizar suas anotações para estudar.
- palavra-chave: interpretação / pessoa.
- foco: o contexto social e cultural do sujeito.
- ideia central: informação e comunicação não existem isoladamente; sempre estão ligadas ao contexto social, histórico e cultural.
- exemplo: uma notícia sobre política pode ser interpretada de formas diferentes dependendo do país, da comunidade ou do grupo social. Também indica que estudos sobre informação devem considerar quem recebe a informação e em que contexto.
- palavra-chave: contexto social / ambiente.
OS PARADIGMAS RESUMIDOS DE FORMA RÁPIDA:
— Os aspectos relevantes da comunicação na Biblioteconomia
- publico potencialmente grande
- Informação armazenada e recuperável
- Informação relativamente antiga
- Direção do fluxo selecionada pelo usuário
- Redundância moderada
- Avaliação prévia
- Feedback Irrisório para o Autor
- Público restrito
- Informação não armazenada e não recuperável
- Informação recente
- Direção do fluxo selecionada pelo autor
- Sem avaliação prévia
- Feedback significativo para o autor
"Os sistemas formal e informal servem a fins distintos quanto à operacionalização das pesquisas. Ambos são indispensáveis à comunicabilidade da produção científica, mas são utilizados em momentos diversos e obedecem a cronologias diferenciadas."
ARAÚJO, André Vieira de Freitas. Informação, comunicação e documento. Brasília, DF: CAPES: UAB; Rio de Janeiro, RJ: Departamento de Biblioteconomia, FAAC/UFRJ, 2018.
Aquele sobre as enciclopédias e atuação do bibliotecário...
- setembro 15, 2025
- Por Mariana Canto
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Fontes de Informação I — Exercícios de Fixação #04
Aquele sobre os dicionários...
- setembro 11, 2025
- Por Mariana Canto
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A origem do dicionário remonta a Grécia Antiga, os gregos criaram os léxicos, catálogos de palavras para explicar termos e conceitos de língua grega, mas sem organização alfabética. Na Idade Média os copistas elaboraram glosas, ou explicações para explicar palavras do texto que consideravam difíceis, na época o Latim Clássico estava sendo substituído pelo Latim Vulgar e as glosas eram necessárias para ajudar os leitores.
A palavra "glosa" na sua origem significa "termo obscuro". No início essas anotações eram feitas nas margens ou entre as linhas do documento, mas depois passaram a ser colocadas no final do texto e organizadas em ordem alfabética.
Fontes de Informação I — Exercícios de Fixação #03
Aquele sobre Bibliografias...
- setembro 11, 2025
- Por Mariana Canto
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O termo bibliografia está associado à lista de documentos (livros, artigos e outros). Como campo de estudo, ela auxilia no processo de identificar variações em um texto impresso, possibilitando confirmar ou ratificar escritos originais ou versões definitivas. Na biblioteconomia a palavra bibliografia designa:
"um ramo da bibliologia – ou ciência do livro – que consiste na pesquisa de textos impressos ou multigrafados para indicá-los, descrevê-los e classificá-los com a finalidade de estabelecer instrumentos (de busca) e organizar serviços apropriados a facilitar o trabalho intelectual." (CUNHA, CAVALCANTI, 2008, p.46).








